OpenAI prepara anúncio visual no ChatGPT e amplia medição

Teste americano começa em outubro, durante a geração de imagens; agência brasileira deve cobrar disponibilidade e dados antes de reservar verba.

O que aconteceu

A OpenAI anunciou em 5 de outubro um novo formato visual de publicidade no ChatGPT. Ele será testado ainda neste mês nos Estados Unidos, com um grupo inicial de anunciantes, durante a geração de imagens. Segundo a empresa, o anúncio aparecerá identificado e separado da imagem que o usuário estiver criando. A OpenAI afirma que anúncios não alteram as respostas do assistente.

A plataforma já vinha vendendo publicidade. A mudança acrescenta um formato associado à experiência visual, além de ampliar as ferramentas para acompanhar resultados. A OpenAI cita integrações com Hightouch, Tealium e LiveRamp para dados de conversão e uma lista de parceiros de atribuição para web e aplicativos. Também diz estudar experimentos geográficos com Haus, Measured e WorkMagic para estimar compras adicionais causadas pela publicidade. Essa última frente ainda está no começo.

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Há outra peça do anúncio: pilotos com DoubleVerify e Integral Ad Science para avaliar a adequação de marca. Segundo a OpenAI, os testes ocorrerão em ambiente controlado, sem acesso dos parceiros às conversas privadas dos usuários. Meio & Mensagem e Digiday acompanharam a apresentação. Nenhuma das fontes anuncia quando o novo formato visual chegará ao Brasil.

Por que importa

Para uma agência brasileira, o primeiro passo é separar anúncio de disponibilidade. Uma apresentação feita nos Estados Unidos pode ajudar a preparar um briefing, mas não confirma que o formato esteja disponível no gerenciador de campanhas usado aqui. Antes de deslocar verba, vale verificar praça, público, regras de veiculação, formatos aceitos e preço diretamente com a plataforma.

A segunda questão é medir o que a campanha entregou. A OpenAI ampliou conexões com sistemas de mensuração que algumas equipes já usam; isso pode facilitar o acompanhamento de visitas e conversões. Os exemplos de desempenho apresentados no comunicado vêm de parceiros em campanhas específicas. Um custo por aquisição menor em um caso não permite projetar o resultado de qualquer marca. O teste de compras adicionais, que procura isolar o efeito causal do anúncio, segue em desenvolvimento.

Também será preciso entender em que tipo de conversa uma marca pode aparecer. A empresa afirma excluir contextos inadequados e ofereceu a anunciantes qualificados uma opção de frases negativas. Os pilotos com verificadores externos buscam avaliar esses controles sem entregar o conteúdo de chats reais a terceiros. Para uma marca com regras rígidas, a pergunta de compra é quais filtros estão efetivamente disponíveis e o que um relatório consegue demonstrar.

Uma equipe de mídia pode montar uma lista curta de requisitos para testar quando houver acesso: contexto aceito, relatório de conversões e distinção entre efeito atribuído e resultado comprovadamente adicional. Isso torna a comparação com outros canais mais honesta.

O que observar

O teste do formato visual deve começar nos Estados Unidos ainda em outubro. A OpenAI poderá esclarecer o tamanho do grupo inicial, a política de compra e os relatórios que cada anunciante receberá. Para o Brasil, a informação que falta é a data de abertura do formato e o alcance das integrações de mensuração em contas locais. Os pilotos com DoubleVerify e Integral Ad Science poderão indicar como a empresa avalia adequação sem compartilhar conversas privadas.

Fontes

  • OpenAI: comunicado sobre formato visual, medição e testes de adequação de marca.
  • Meio & Mensagem: cobertura brasileira da apresentação.
  • Digiday: contexto das demandas de anunciantes por formato e mensuração.

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