O que aconteceu
O Instagram passou a oferecer no Brasil anúncios que impulsionam transmissões ao vivo de contas profissionais. O Live Video Ads permite distribuir uma live para além dos seguidores do perfil enquanto a transmissão acontece. O Meio & Mensagem informou na quinta-feira (1º) que a plataforma havia testado o recurso com anunciantes brasileiros antes da oferta ao mercado.
Quem organiza a transmissão pode inserir um link para levar o público a um site, aplicativo ou canal no WhatsApp. Isso cria uma saída para uma conversa ou ação comercial enquanto o evento está no ar. Segundo o E-Commerce Brasil, o formato está disponível a contas comerciais ou de criadores com mais de mil seguidores. O veículo cita testes com empresas de beleza, casa e varejo, e descreve a possibilidade de anunciar uma live feita em parceria com criadores.
A notícia é sobre distribuição paga da transmissão. O E-Commerce Brasil cita um retorno mediano de 3,3 vezes em compras incrementais, atribuído à Meta, mas não detalha amostra nem metodologia. O Grupo Lupo também relata um resultado de vendas sem informar valores ou base de comparação. São alegações dos participantes, sem parâmetro suficiente para projetar o retorno de outra campanha. Para uma empresa que já faz lives, o novo passo é planejar audiência além da base própria.
Por que importa
Uma live de marca costuma reunir produção, convidados e uma janela curta para chamar o público. O anúncio altera a forma de preencher essa janela: agora o time de mídia pode comprar alcance enquanto o conteúdo está acontecendo. O impacto para uma agência brasileira é operacional. É preciso combinar a pauta do apresentador com o destino do link, a equipe que recebe as mensagens e o período em que a verba será aplicada.
Uma transmissão de demonstração de produto, por exemplo, pode convidar o espectador para uma página preparada para aquela oferta. Se o destino for WhatsApp, a marca precisa saber quem responderá durante e após o evento. A possibilidade técnica de enviar audiência para fora da plataforma não garante que o interessado chegue ao fim do processo de compra; esse percurso terá de ser observado pela empresa.
Para quem trabalha com criadores, existe ainda a negociação sobre direitos e peças de divulgação. O E-Commerce Brasil cita a combinação com anúncios de parceria em lives. Vale estabelecer antes da transmissão qual conta promove o conteúdo, que chamada aparecerá para a audiência e quem ficará responsável por conferir o link. Isso evita montar uma campanha paga com uma página de destino que ainda está em preparação.
O Meio & Mensagem fala em contas profissionais no Brasil. O E-Commerce Brasil acrescenta o critério de mais de mil seguidores. Antes de prometer o formato a um cliente, o comprador de mídia deve conferir a elegibilidade na conta que realizará a live e as opções efetivamente exibidas no gerenciador. Os relatos disponíveis não detalham preço, desempenho médio nem uma previsão para todas as contas.
O que observar
O primeiro teste que faz sentido para uma marca com lives recorrentes é verificar a disponibilidade na conta, planejar uma transmissão com destino mensurável e comparar o público obtido com o investimento. A combinação de anúncio com criador exige conferir também as permissões de parceria antes da hora marcada.
Os veículos descrevem a chegada do formato ao Brasil, mas ainda faltam preços e detalhes metodológicos que permitam avaliar os resultados de teste divulgados pela Meta. A próxima evidência útil para uma agência será a operação na própria conta e a leitura da audiência e das ações efetivamente alcançadas, sem converter um caso divulgado por um participante em promessa para todo cliente.
Fontes
- Meio & Mensagem: Instagram transforma live em formato de mídia no Brasil
- E-Commerce Brasil: Instagram libera anúncios em lives no Brasil





[…] a liberação de anúncios para lives no Instagram no Brasil tratava de um novo espaço de veiculação. O anúncio desta semana mexe sobretudo na forma como […]