O que aconteceu
O Google anunciou nesta quinta-feira (24) um novo filtro nos relatórios de desempenho do Search Console para identificar buscas na web feitas com uma imagem. Ele inclui acessos que começam no Google Lens, no Circle to Search de aparelhos Android, em imagens enviadas à busca e na opção de pesquisar uma imagem pelo Chrome.
O filtro está nos relatórios de resultados de pesquisa e de recursos de IA generativa. Segundo o blog oficial do Google, a liberação global começou no dia do anúncio e os dados só aparecem para propriedades que recebem tráfego desse tipo. Isso significa que um site pode demorar a ver a opção, ou simplesmente ainda não ter visitas originadas por buscas visuais.
A reportagem do Search Engine Journal acrescenta uma limitação importante: o gestor consegue identificar páginas alcançadas por essas buscas, mas não vê uma lista dos termos ou imagens usados pelas pessoas. O próprio Google orienta a usar o botão de exportação dos relatórios para examinar os dados em outras ferramentas.
Por que importa
Uma loja com boas fotos de produto pode receber visitantes que tiraram uma foto ou apontaram a câmera para um objeto parecido. Até agora, era mais difícil separar esse comportamento do restante da busca na web dentro do relatório de desempenho. O novo filtro cria uma maneira de ver quais páginas já têm visitas associadas a essa jornada visual.
Para quem cuida de SEO, a primeira ação é procurar o filtro de busca com imagem e comparar as páginas que aparecem ali com as líderes da busca digitada. Uma página de produto com acessos visuais merece uma conferência prática: imagem que representa bem o item, descrição clara, produto em estoque e página que abre corretamente no celular. A decisão de mudar foto ou descrição deve considerar o conjunto de dados e as necessidades do cliente, pois o relatório ainda não identifica qual imagem foi usada para chegar ao site.
Redações e publishers também podem usar esse recorte para entender se fotos de cobertura, comparações visuais e outros materiais gráficos estão ajudando o leitor a encontrar páginas. A leitura exige cuidado: presença de cliques vindos de busca com imagem mostra um caminho de descoberta, mas o novo filtro não prova que uma fotografia específica gerou a visita. Tampouco resolve, sozinho, problemas de indexação ou de qualidade do conteúdo da página.
O relatório de recursos de IA generativa usa métricas próprias e, conforme a análise do Search Engine Journal, ali o recorte visual envolve impressões, não necessariamente cliques para o site. Misturar os dois painéis pode levar a uma conclusão errada sobre visitas. Uma equipe de marketing precisa marcar o relatório consultado antes de apresentar números à direção.
O que observar
A liberação começou globalmente em 24 de setembro, então o próximo passo para gestores brasileiros é verificar a própria propriedade no Search Console e registrar uma linha de base quando o filtro surgir. Para sites com tráfego visual, comparar páginas e dispositivos ao longo das semanas pode mostrar onde a experiência de busca por imagem tem mais presença.
O Google ainda não informou, no anúncio consultado, se haverá histórico anterior ao lançamento para todos os sites. O Search Engine Journal observa que as consultas individuais permanecem indisponíveis no filtro multimodal. Até uma mudança formal nessa documentação, decisões de conteúdo devem partir do desempenho por página, com essa limitação explícita.
Fontes
- Google Search Central: anúncio do relatório de buscas com imagens
- Search Engine Journal: análise do novo filtro e de seus limites





[…] filtro de buscas por imagem do Search Console foi outra atualização recente do relatório. Agora o recorte anunciado é geográfico, útil […]