O que aconteceu
A Lubrax volta a aparecer na camisa do Flamengo neste domingo (11), no clássico contra o Fluminense. A marca de lubrificantes da Vibra retomou a parceria após 17 anos, em contrato de três anos que vai até 2029. Segundo reportagem da Exame publicada no sábado (10), o acordo contempla os times masculino e feminino e prevê investimento mínimo de R$ 24,5 milhões por ano, além de possíveis parcelas variáveis.
No uniforme masculino, a marca ocupará a parte superior das costas; no feminino, a parte inferior. A volta ao clube foi anunciada em outubro, e a estreia no jogo deste domingo é a etapa marcada para agora. A Vibra também prepara ações digitais, filme, promoções e produtos licenciados, de acordo com a reportagem. Alguns consumidores foram convidados para assistir ao jogo e visitar o museu do clube.
A relação antiga começou em 1984 e terminou em 2009. A Vibra diz que pretende aproveitar o reconhecimento construído durante esse período para fortalecer a preferência pela marca e ampliar vendas. A Exame relata que a área de lubrificantes passou a operar como unidade de negócio própria no fim de 2025, reunindo marketing, vendas e operação. Os executivos citam a rede de pontos de venda como parte da estratégia.
Por que importa
O acordo dá um exemplo de patrocínio cujo plano ultrapassa a exposição na transmissão do jogo. Para o gerente de marca, a pergunta é como transformar lembrança da camisa em procura pelo produto no ponto de venda. Ações com consumidores, embalagem licenciada e comunicação nos canais da marca podem ajudar a ligar o contrato ao negócio, desde que os resultados sejam acompanhados separadamente.
A cifra de R$ 24,5 milhões é um valor mínimo anual atribuído ao contrato pela reportagem. Ela não informa o custo total das ativações, o alcance que a marca receberá em cada meio nem uma previsão de vendas atribuíveis à parceria. Quem avalia o investimento precisa somar produção, mídia adicional, promoção e operação de varejo antes de comparar o patrocínio a uma campanha comprada apenas em plataformas digitais.
A estreia acontece numa fase de discussão sobre restrições à publicidade das casas de apostas e seus contratos esportivos. A executiva da Vibra ouvida pela Exame afirma que o planejamento da parceria começou antes dessa mudança. Portanto, o timing do lançamento não permite atribuir o contrato à alteração na regra de bets.
Para uma agência que trabalha com patrocínio, vale observar quais direitos foram comprados além do espaço na camisa e como cada ativação será avaliada. A marca pode medir busca, interesse em lojas e vendas em regiões expostas, mas precisará separar o efeito do futebol de campanhas e promoções que ocorram ao mesmo tempo. O anúncio do acordo ainda não prova esse retorno.
O que observar
A estreia no Flamengo e o filme associado ao clássico são as primeiras entregas previstas para este domingo. Depois virão as ações em canais digitais, promoções e possíveis produtos licenciados. A execução ao longo do contrato mostrará se a Vibra conseguirá ligar a presença esportiva à distribuição e às vendas.
Ainda faltam resultados medidos da nova fase. Para acompanhar o caso, o dado útil será a comparação entre o gasto total com a parceria, as ações realizadas e a resposta em pontos de venda. O valor mínimo anual divulgado cobre uma parte da decisão comercial, sem detalhar todas as entregas.
Fontes
- Exame: Por que a Lubrax retomou a parceria com o Flamengo após 17 anos




